Espírito Santo

Caminhos da Educação: uma jornada para mobilizar o Brasil pelo Ensino Público

Todos Pela Educação sai em caravana pelo país para ouvir e debater o Educação com candidatos e pré-candidatos, comunidade escolar e lideranças locais em ano eleitoral

Com as eleições para presidência e governos estaduais que se aproximam, o ano de 2022 promete ser agitado. E, se quisermos um Brasil diferente, a Educação tem de estar no centro do debate, do bar à TV, do ônibus às reuniões de poder. Pensando nisso, o Todos Pela Educação embarca em uma jornada por todas regiões brasileiras para ouvir e mobilizar sociedade civil e lideranças locais de diversos setores em nome da causa da Educação Básica pública neste ano decisivo. 

Nossa primeira parada é em Vitória, Espírito Santo, na região sudeste. Na capital capixaba e em todas as demais que percorreremos, a equipe do Todos Pela Educação fará conversas e troca de reflexões com a comunidade escolar local, encontros individuais com os principais candidatos e pré-candidatos ao governo estadual e diálogo com formadores de opinião, entre jornalistas, empresários e influenciadores digitais. Durante os encontros com candidatos e pré-candidatos aos governos estaduais e lideranças políticas, os representantes do Todos apresentarão um conjunto de propostas de políticas educacionais reunidas no documento Educação Já 2022

“Essa é uma iniciativa inédita de articulação política e mobilização social em torno de um assunto que não pode mais ficar para depois”, afirma Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos Pela Educação, que lidera as caravanas ao lado do diretor-executivo do Todos, Olavo Nogueira Filho. Ela lembra que “o Educação Já 2022 traz uma agenda sistêmica para contribuir com a Educação das próximas gestões estaduais e federal”. Olavo Nogueira Filho completa: “Como força propulsora do desenvolvimento do país, a Educação Básica pública ganhará força e qualidade com a fermentação do debate nos estados”.

 

Educação Já 2022: um conjunto de recomendações para mudar o ensino

O documento Educação Já é uma iniciativa liderada pelo Todos, mas construída a muitas mãos, com especialistas, educadores e organizações do campo educacional. O material traz diagnósticos detalhados e soluções concretas em dez temas estruturantes da Educação Básica e pública que podem orientar a atuação das gestões eleitas em 2022 e a agenda educacional do país na próxima década. A partir de setembro do ano passado, o Todos fez circular uma versão para debate da agenda de propostas, em um longo processo de escuta que compôs a versão final do documento, que será lançado neste mês. 

 

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Em evento virtual Diálogos Capitais, políticos e especialistas debateram os desafios para a reconstrução da Educação no Brasil Na terça (22), o jornal Carta Capital promoveu o evento digital Diálogos Capitais “Educação Básica: caminhos para a retomada”.  Com apoio técnico do Todos Pela Educação, políticos e especialistas se reuniram em duas mesas para debater como é possível avançar em Educação Pública, a despeito dos desafios socioeconômicos,  e apontar quais caminhos para superar desafios deixados pela pandemia da Covid-19.

Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos, mediou a mesa “Educação Básica: Caminhos para a retomada”. O debate contou com a participação de Zara Figueiredo, docente da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Gregório Grisa, professor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS); Binho Marques, educador e ex-governador do Acre; e Rozana Barroso, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

Priscila abriu a mesa desfazendo um dos muitos mitos sobre ensino público: “Precisamos acabar com os mitos derrotistas de que a Educação Pública não tem jeito. Muito pelo contrário, tem jeito e é a solução para o nosso País!”, disse. Confira algumas falas dos participantes:

“Sem a Educação, não há Brasil que avance. Enquanto a Educação for negligenciada, a gente não vai andar para frente”, defendeu Rozana Barroso.

“Não dá para o Brasil avançar sem professores valorizados”, disse Binho Marques, se referindo à gestão estratégica da política educacional brasileira.

Zara Figueiredo comentou sobre o agravamento no ensino dos alunos negros durante a pandemia da Covid-19, e a necessidade da equidade racial na educação: “Estamos vendo, de modo repetido, que os nossos alunos negros não estão aprendendo”.

Confira o debate completo abaixo:

Caminhos para  avançar em Educação

O evento também contou com um debate entre gestores públicos. Mediada por Sergio Lirio, redator-chefe da revista Carta Capital, a mesa reuniu os governadores Paulo Câmara  (PSB-PE) e Camilo Santana (PT-CE), e a secretária adjunta de educação do Maranhão Nádia Dutra. Com o tema “Desafiando a lógica: Como estados de menor nível socioeconômico têm mudado o jogo da educação, e porque isso é central para o futuro”, os líderes apresentaram e debateram propostas e ideias inspiradoras para a educação básica pública que podem ajudar gestores pelo país a vencerem desafios semelhantes.

Os governadores ressaltaram a importância do papel das lideranças na priorização da educação. “Eleger a educação como prioridade de governo, entendendo que ela é a principal ferramenta de transformação, é o primeiro passo”, ressaltou Paulo Câmara. “O resultado da educação não aparece de uma hora para a outra! Ele é de médio a longo prazo, e é preciso ter políticas continuadas, focadas, com indicadores e acompanhamento”, continuou Camilo Santana. Nádia, por sua vez, resumiu porque um sinal vindo das lideranças é tão relevante: “É preciso haver essa força para que toda a população defenda e reconheça a importância de uma educação de qualidade para todos”.